O Melhor das Copas


Agradeço a todos os que deram uma conferida no blog nestes últimos meses, quando contamos a história de todas as Copas e fizemos alguns comentários do Mundial 2006. Muito obrigado!!!

 Escrito por Nelson Treglia às 22h30 [] [envie esta mensagem]






Lippi e o time

A consagração definitiva de um técnico: Marcelo Lippi. Multicampeão pela Juventus, Lippi agora junta-se a Vitorio Pozzo (bicampeão em 1934 e 1938) e Enzo Bearzot (ganhador em 1982), outros técnicos campeões mundiais pela azzurra.

Fica a homenagem deste blog aos jogadores italianos que jogaram a final. Os heróis de 2006 são: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Gattuso, Perrotta, Camoranesi e Pirlo; Totti e Toni. Entraram ainda De Rossi, Iaquinta e Del Piero.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h23 [] [envie esta mensagem]






Coincidência

1990
Sede: Itália
Campeão: Alemanha
Terceiro lugar: Itália

2006
Sede: Alemanha
Campeão: Itália
Terceiro lugar: Alemanha

Que coincidência, hein?

 Escrito por Nelson Treglia às 22h11 [] [envie esta mensagem]






Terceiro lugar superdimensionado

Itália, campeã, e França, vice, têm motivos para se orgulhar. Alemanha e Portugal, pelos respectivos terceiro e quarto lugares, também. Só achei superdimensionado o terceiro lugar da Alemanha, país que já ganhou três títulos e quatro vice-campeonatos. Claro que influi o aspecto de o time alemão ter sido cercado de descrédito antes do Mundial. Então, o terceiro lugar pode ter significado uma superação de expectativa. Mas, em 2010, os alemães vão completar 20 anos sem títulos mundiais. Isto certamente revela uma decadência do futebol germânico, embora eu reconheça que o time de 2006, comandado por Klinsmann, tenha proporcionado um excelente nível de jogo em algumas partidas. Foi uma boa campanha, é verdade. Inclusive, a Alemanha contou com o artilheiro do torneio: Klose, com cinco gols. Porém, os alemães têm a missão de melhorar, por tudo o que representam no futebol. Obviamente, há fases e fases. A própria Itália sofreu 24 anos sem ganhar nada. Por isso, a Alemanha sabe que não vive uma grande fase em sua trajetória futebolística. Afinal, o último título oficial aconteceu dez anos atrás, na Eurocopa 96 da Inglaterra.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h07 [] [envie esta mensagem]






Minha seleção

Montei minha seleção da Copa: Buffon (Itália); Miguel (Portugal), Cannavaro (Itália), Thuram (França) e Grosso (Itália); Frings (Alemanha), Vieira (França), Pirlo (Itália) e Zidane (França); Figo (Portugal) e Klose (Alemanha).

Juntei jogadores das quatro seleções melhor colocadas no Mundial. É justo. De que adianta colocar Lúcio, Juan ou Zé Roberto se eles tiveram um rendimento igual ou inferior a jogadores que atuaram em seleções que fizeram mais sucesso no torneio? Nesta hora, é mais adequado reconhecer jogadores de seleções que realmente foram protagonistas.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h52 [] [envie esta mensagem]






Tetracampeã

A Itália conquistou a Copa do Mundo contra a França. Depois de 24 anos, a azzurra voltou a ganhar o torneio. Foi inferior à França no segundo tempo e durante a prorrogação, mas conseguiu levar a decisão aos pênaltis, onde foi mais competente que o adversário. A nota triste fica para Zidane. Foi decepcionante a atitude dele ao agredir Materazzi com uma cabeçada. Levou, com justiça, o cartão vermelho. Zidane realizava uma bela partida. Uma pena essa expulsão, porque um jogador do nível do meia francês deveria ter um final de carreira mais digno. Mas a cabeça quente pesou, o que não costuma dar certo. Itália 1 x 1 França no tempo normal, 0 a 0 na prorrogação e vitória da azzurra nos pênaltis. Parabéns, italianada!!!

 Escrito por Nelson Treglia às 21h40 [] [envie esta mensagem]






Semifinais

A Copa do Mundo terá as seguintes semifinais:

Alemanha x Itália

França x Portugal

Quatro europeus e nenhum sul-americano, lembrando os Mundiais de 1966 e 1982, ambos disputados na Europa, assim como o de 2006.



 Escrito por Nelson Treglia às 20h39 [] [envie esta mensagem]






Freguês da França

O Brasil caiu de novo para a França de Zidane. O time de Parreira nunca chegou a se acertar totalmente na Copa do Mundo. Fez apenas um jogo bom, contra o fraco time do Japão. Mas o primeiro adversário de verdade neste Mundial era a França, porque trata-se de uma seleção que, por tradição, não tem medo de enfrentar o Brasil. Possui alguns jogadores de altíssimo nível e bastante experientes. Zidane desfilou em campo, tratou a bola como se fosse filha dele e recebeu uma marcação frágil por parte dos brasileiros. A última derrota do Brasil em Copas havia sido contra a França, na final de 98, quando Zidane marcou dois gols. Em quatro confrontos em Mundiais, os franceses saíram vitoriosos em três e o escrete verde-amarelo só venceu em 58. Ah, a geração de Pelé... Tão combatida pelo lateral Roberto Carlos, comprova que é a única da história da nossa seleção a vencer três Mundiais em quatro disputados. A geração de Ronaldo Nazário poderia ter igualado essa façanha, mas os melhores continuam sendo Pelé e aqueles que jogaram com ele. Fazer o quê, né?



 Escrito por Nelson Treglia às 20h35 [] [envie esta mensagem]






Não convenceu, mas justificou

Brasil 3 x 0 Gana. Sem dúvida, um belíssimo placar para o time brasileiro, que não teve uma atuação convincente. Com o resultado, nossa Seleção já está nas quartas-de-final, entre os oito melhores do mundo.

 

Ronaldo marcou um gol e tornou-se o maior goleador da história das Copas, com 15 tentos, superando o alemão Gerd Müller. Inclusive, o gol de Ronaldo foi o primeiro do Brasil contra Gana, logo aos quatro minutos de jogo.

 

A Seleção Brasileira iniciou a partida muito atrás e, com um gol marcado logo no começo, jogou defensivamente. Talvez, se o gol de Ronaldo não tivesse saído tão cedo, o time de Parreira atacasse mais no primeiro tempo. Mas melhor abrir vantagem no placar logo do que suportar um 0 a 0 que traria maior aflição ao Brasil.

 

Um dos pontos fortes do Brasil no jogo foi a aplicação tática na marcação, embora Gana tenha chutado muito durante o confronto. Uma vantagem brasileira contra os africanos é, sem dúvida, a melhor postura defensiva. Já o time de Gana defendeu-se em linha, oferecendo bons contra-ataques para uma equipe que estava fechada e esperando o erro do adversário.

 

Os três gols brasileiros estão relacionados ao péssimo posicionamento defensivo de Gana. No segundo, Cafu cruzou para Adriano, que marcou o tento em impedimento, no finalzinho da primeira etapa. Mas a arbitragem não viu a irregularidade. Mesmo o gol sendo ilegal, a equipe africana, mais uma vez, demonstrou uma visível fragilidade.

 

Gana tem um bom toque de bola, mas finaliza muito mal. E, na maioria das finalizações, os chutes eram dados de fora de área. Gana teve muitas dificuldades para penetrar na área brasileira e não mostrou qualidade para as jogadas pelos lados do campo. Afunilou demais o jogo. Somando a isto as carências defensivas, Gana me pareceu um time bastante fraco.

 

O Brasil apresentou um volume de jogo discreto, mas mostrou contundência nos contra-ataques. E o aplicadíssimo Zé Roberto foi premiado ao marcar o terceiro gol, quando a partida se aproximava do final. Mais uma vez, a defesa africana estava em linha.

 

Embora a atuação não tenha sido tão interessante, o Brasil justificou a vitória por 3 a 0 e agora tentará chegar às semifinais.



 Escrito por Nelson Treglia às 16h43 [] [envie esta mensagem]






Foi um final de semana decisivo na Copa do Mundo. Quatro seleções já garantiram passagem para as quartas-de-final: Alemanha, Argentina, Inglaterra e Portugal.

No sábado, a Alemanha fez 2 a 0 na Suécia e comprovou ser uma boa equipe. Entre os times já garantidos nas quartas, a Alemanha é o melhor e joga o futebol mais convincente. O técnico Klinsmann montou um time que ataca bastante - e isto é visível desde a estréia diante da Costa Rica - e que se acertou na defesa a partir do segundo jogo, contra a Polônia. A Alemanha não toma gol há três jogos.

Já a Argentina, também neste sábado, passou com muitas dificuldades pelo México. Foi o único jogo das oitavas, até agora, que teve prorrogação. No tempo normal, 1 a 1. Na prorrogação, o golaço de Maxi Rodriguez colocou os argentinos entre os oito melhores do mundo, algo que eles não conseguiam desde o Mundial de 98. Um dos destaques do jogo foi a postura tática do México, que impediu a Argentina de jogar na maior parte do tempo. Os mexicanos apresentaram um bloqueio defensivo muito forte e consistente.

Alemanha e Argentina vão enfrentar-se nas quartas. Jogo duro, com favoritismo alemão, na minha opinião.

Hoje, domingo, os ingleses venceram o Equador por 1 a 0 e estão nas quartas. O English Team manteve o futebol burocrático das partidas anteriores, sem imaginação e muito dependente de Beckham. O meio-campista marcou, de falta, o único gol da vitória contra os equatorianos. Beckham é realmente um excelente jogador, mas não se trata de uma grande fonte de criatividade. Joga numa faixa restrita do gramado, pelo lado direito. O que não chega a ser um problema, pois é lá que ele rende mais. Porém, por não ser criativo e por atuar só pelo lado direito, o time inglês não deveria depender tanto dele.

Também hoje, Portugal ganhou da Holanda por 1 a 0. Após o jogo, o técnico do time português, Felipão, disse que a partida teve características da Copa Libertadores. Assistindo pela televisão, a minha sensação também era essa. Foi um confronto viril, às vezes violento, onde prevaleceu o sangue quente de Felipão, envolvido na partida os 90 minutos, sobre a frieza do treinador holandês Van Basten. Neste jogo, Portugal atuou em grande parte com um atleta a menos. Mas sobrou raça aos lusos, que nas quartas enfrentarão a Inglaterra. Partida de difícil previsão.

 Escrito por Nelson Treglia às 20h12 [] [envie esta mensagem]






Já temos definidos os jogos das oitavas-de-final do Mundial:

Alemanha x Suécia
Argentina x México
Inglaterra x Equador
Portugal x Holanda
Brasil x Gana
Itália x Austrália
Suíça x Ucrânia
Espanha x França

Quem eu acho que passa às quartas:

Alemanha
Argentina
Inglaterra
Brasil
Itália

Os outros três confrontos são de difícil previsão. Nestes casos, prefiro ficar em cima do muro e não arriscar.

Sobre o Brasil especificamente, acredito que será mais fácil passar por Gana se alguns jogadores forem promovidos à titularidade. Quem são eles? Cicinho, Gilberto (o lateral-esquerdo) e Juninho. Como eu afirmei em post anterior, Parreira tinha a chance de acertar o time brasileiro até o final da primeira fase. Essa chance já foi dada com a goleada por 4 a 1 sobre o Japão. Eu até gostaria de ver o time com três jogadores com capacidade de marcação no meio-campo - Gilberto Silva (Emerson), Juninho e Zé Roberto -, mas, entre a formação que iniciou a Copa e a que goleou o Japão, prefiro a última. A diferença foi visível nas duas laterais. Cicinho e Gilberto demonstraram uma superioridade enorme sobre Cafu e Roberto Carlos. Jogam mais, possuem maior velocidade e podem marcar melhor que os dois veteranos. Juninho, por sua vez, fez um gol de fora da área e provou ser o melhor volante de chegada na frente entre os integrantes do plantel brasileiro. Possui, de longe, a maior capacidade de arremate do grupo de volantes da Seleção que foram à Copa. Marca bem e tem muito boa qualidade no passe e nos lançamentos. Parreira tem que sair do conservadorismo e apostar em jogadores realmente em condições de serem titulares.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h23 [] [envie esta mensagem]






Domingo de sofrimento e classificação

O Brasil ganhou por 2 a 0 da Austrália e está classificado para as oitavas-de-final da Copa. Penso que o time brasileiro piorou em relação ao primeiro jogo. Mas os jogadores, após a partida, disseram que houve uma evolução na equipe. Para mim, isso não aconteceu. O Brasil, por muito tempo no confronto diante da Austrália, assistiu ao adversário jogar. Deu muito espaço. Uma atitude contemplativa que não tem nada a ver com a competitividade do futebol atual. A Austrália dominou grande parte do jogo e, se tivesse um pouco mais de qualidade do meio pra frente, poderia derrotar o time de Parreira.

Creio que o time brasileiro tem uma série de problemas. Os dois laterais já não conseguem render o que o time necessita. Os volantes, apesar de realizarem um bom trabalho, estão sobrecarregados. Kaká e Ronaldinho não conseguem dar o apoio que Emerson e Zé Roberto necessitam na marcação. Ronaldo e Adriano encontram muitas dificuldades para jogar juntos, embora tenham participado do primeiro gol, um fazendo a assistência e o outro finalizando, respectivamente. Os zagueiros são prejudicados com a falta de consistência no meio-campo.

Enfim, sei lá... O time precisa melhorar muito ainda.

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A França empatou com a Coréia do Sul (1 a 1). Os franceses não marcavam gol em Copa desde a final de 98. Mas continuam sem vencer desde aquela decisão e correm o risco de, mais uma vez, acabarem eliminados na primeira fase. Verdade seja dita: o time francês toca muito a bola pro lado e carece de maior efetividade. Está mal.

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Japão e Croácia protagonizaram um novo 0 a 0 da Copa, neste domingo. O resultado ajudou a classificar o Brasil. Entretanto, estou preocupado com a média de gols do Mundial. Ao que parece, ela será baixa. Tomara que os artilheiros se inspirem mais e, acima de tudo, que as equipes se preocupem em jogar um futebol melhor.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h32 [] [envie esta mensagem]






Resistência norte-americana

Também neste sábado, Itália e Estados Unidos empataram em 1 a 1. Jogo emocionante e violento, com três expulsões. Os gols ocorreram na etapa inicial. Em quase todo o segundo tempo, os norte-americanos jogaram com um atleta a menos. No primeiro tempo, duas expulsões, uma para cada lado. E, logo no início da etapa final, os EUA sofreram a segunda expulsão. Mesmo assim, a raça e disposição tática do time treinado por Bruce Arena foram suficientes para suportar a pressão italiana. Por falar nisso, não é a primeira Copa em que os EUA demonstram uma disciplina tática interessante. Já a Itália é aquele velho sofrimento de sempre. Se tivesse vencido hoje, alcançaria a classificação. Mas deixou tudo para a última rodada da primeira fase.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h48 [] [envie esta mensagem]






Não esperemos muito desses dois

O futebol africano deu o ar da graça. Hoje, sábado, Gana derrotou a República Tcheca por 2 a 0. E jogou uma excelente partida. Depois dos 3 a 0 da estréia contra os Estados Unidos, pensei que os thecos poderiam disputar o título. Mas a tradição pesa sobre eles. A antiga Tchecoslováquia, da qual a República Tcheca fazia parte, realizou boas campanhas em Copas, mas não chegou ao título. Um pé tão frio quanto o da Holanda, que, na hora da verdade, também costuma desabar. Porém, desta vez, os thecos já estão dando sinal de fragilidade logo no início da competição. E, do time de Gana, podemos esperar qualquer coisa, menos a conquista do título. Mas a seleção africana, de tantas glórias nas categorias de base, pode repetir bons papéis como os realizados por Nigéria e Camarões nos anos 90.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h24 [] [envie esta mensagem]






Isto é Felipão

Felipão comandou Portugal na segunda vitória lusitana nesta Copa do Mundo: 2 a 0 contra o Irã, neste sábado. Luiz Felipe Scolari é o técnico com maior número de vitórias consecutivas em Copas: nove no total. Classificou os portugueses para a segunda fase do Mundial, algo que eles não conseguiam desde 1966. Felipão é o maior técnico brasileiro dos últimos 12 anos. Não há dúvida. Quebra recordes e conquista títulos por onde passa. Infelizmente, o preconceito de alguns impede um reconhecimento maior a esse grande profissional. Alguns dizem que se trata apenas de um motivador. Mas, além da vibração, os times dele marcam muito bem, atacam constantemente e são bem escalados. Felipão entende muito de futebol e, além disso, faz com que as equipes dele se dediquem ao máximo num jogo.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h24 [] [envie esta mensagem]




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