O Melhor das Copas


Terceira coluna

Hoje é o dia da nossa terceira coluna. Assuntos desta sexta-feira: a biografia de Diego Maradona e o segundo título da Itália, em 1938. Confira, logo abaixo, a edição de 21 de abril da série "O Melhor das Copas". Ótimo fim de semana a todos.

 Escrito por Nelson Treglia às 11h42 [] [envie esta mensagem]






O gênio de 1986

Diego Armando Maradona hoje é bastante conhecido pelas inúmeras polêmicas em que se envolveu. Mas não há dúvida de que o argentino também viveu uma época gloriosa como craque do futebol. Caso contrário, suas polêmicas não teriam tanta repercussão. Ainda pré-adolescente, Maradona chamava atenção pela incomum habilidade com a bola. Há um vídeo famoso, em preto-e-branco, que registra o garoto Dieguito fazendo malabarismos com os pés. Nesse mesmo vídeo, ele disse: “Quero jogar um Mundial”.

Na segunda metade da década de 70, Maradona deu pontapé inicial à carreira de jogador profissional no Argentinos Juniors. Em 1978, o técnico Cesar Luis Menotti não o convocou para a Copa do Mundo. Porém, um ano depois, os dois conquistaram, juntos, o Mundial de Juniores disputado no Japão. Maradona virou ídolo do Boca Juniors ao ganhar, pelo clube, o título metropolitano de 1981. Disputou o Mundial do ano seguinte, na Espanha, mas fracassou com a Argentina. Depois de uma passagem opaca pelo Barcelona, el pibe de oro atingiu seu auge jogando pelo Nápoli. Transformou um time pequeno numa máquina vencedora. Os principais títulos foram os Campeonatos Italianos de 1987 e 1990, além da Copa Uefa de 1989.

Parte do auge “maradoniano” foi escrito na Seleção Argentina. No Mundial do México, em 1986, Dieguito alcançou a condição de melhor jogador do planeta. Além de referência técnica, Maradona era capitão e uma liderança anímica do time platino. Jogou a Copa de maneira formidável e, contra a Inglaterra, nas quartas-de-final, protagonizou dois gols antológicos: num deles, arrancou do meio-campo e passou por todos os marcadores; e, no outro, fez o gol com a mão (o árbitro não viu a irregularidade). Após a vitória por 3 a 2 na final contra a Alemanha, Maradona beijou e ergueu a Taça Fifa. Quatro anos depois, numa campanha sofrida da Argentina, o craque voltou à final da Copa do Mundo, mas, desta vez, a Alemanha levou a melhor.

Em 1991, iniciava a decadência de Diego, quando ele foi punido por doping. O mundo soube, então, que o meia canhoto do Nápoli era dependente de cocaína. Maradona nunca mais voltou a dar brilho a sua carreira. Esteve próximo disto no Mundial dos Estados Unidos, em 1994, mas o resultado positivo no exame antidoping afastou Maradona da competição após duas partidas disputadas. Encerrou a carreira três anos depois, em seu querido Boca.

O técnico bicampeão

Nas duas colunas anteriores, recordamos os Mundiais de 1930 e 1934. A terceira edição do torneio foi realizada em 1938, na França. A decisão foi disputada por Itália e Hungria. Os italianos, antes da final, venceram todas as partidas que disputaram, contra Noruega, França e Brasil. Diante dos húngaros, no Estádio Colombes em Paris, a Itália venceu por 4 a 2 e tornou-se a primeira seleção bicampeã mundial de futebol. Na final, a azzurra jogou com: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi.

O título na França consagrou o técnico Vitorio Pozzo de maneira definitiva. Ele seria, a partir de então, o único treinador duas vezes campeão da Copa do Mundo. Na próxima edição do evento, Carlos Alberto Parreira pode igualar-se a Pozzo. Parreira foi campeão em 1994 pelo Brasil e tentará repetir o feito na Alemanha, novamente pelo time canarinho.

Por falar em Brasil, o Mundial de 1938 foi especial para o nosso país. Pela primeira vez, o escrete chegaria às semifinais da competição. Perdeu para a Itália por 2 a 1 e, na disputa do terceiro lugar, bateu a Suécia por 4 a 2. O Brasil teve o goleador da torneio: o diamante negro Leônidas da Silva, com sete gols. Na vitória contra a Suécia, o time treinado por Adhemar Pimenta contou com: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho; Roberto, Romeu Pellicciari, Leônidas da Silva, Perácio e Patesko.

 Escrito por Nelson Treglia às 11h28 [] [envie esta mensagem]






As duas primeiras colunas

Pessoal, estas foram as duas primeiras colunas da série "O Melhor das Copas". A série continua na próxima sexta. Antes disso, talvez eu passe por aqui para deixar algum recado. Até mais!!!

 Escrito por Nelson Treglia às 19h31 [] [envie esta mensagem]






Surge uma potência

O Uruguai dominou o futebol mundial entre 1924 e 1930, com dois títulos olímpicos e a conquista da primeira Copa do Mundo. Você ficou por dentro desta história na coluna da última sexta-feira. Chegou o momento de saber como foi a segunda edição dos Mundiais, disputada em 1934, na Itália. O Uruguai não compareceu ao evento. E, se em 1930 a Copa havia sido dominada pelos sul-americanos, agora seria a vez dos europeus comandarem a festa. O Brasil, por exemplo, disputou apenas uma partida. Perdeu para a Espanha por 3 a 1. Como o jogo era eliminatório, os brasileiros caíram fora logo na primeira rodada.

Após eliminarem os Estados Unidos, a Espanha e a Áustria, os italianos chegaram à final para enfrentar a Tchecoslováquia. E não foi um jogo fácil para os donos da casa, comandados pelo lendário treinador Vitorio Pozzo. Em pleno Estádio Flamínio, em Roma, os visitantes abriram o placar. A Itália conseguiu o empate e levou a partida para a prorrogação, quando marcou o gol do título. Placar final: 2 a 1. Surgia uma nova e definitiva potência do futebol. Campeões de 1934, os italianos jogaram a decisão com: Combi; Monzeglio e Allemandi; Ferraris, Monti e Bertolini; Guaita, Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi.

Na escalação da squadra azzurra, a presença de uma celebridade: Giuseppe Meazza. É ele quem dá o nome ao estádio onde os clubes Milan e Internazionale mandam seus jogos, em Milão. O estádio também é conhecido como San Siro. No Mundial de 1934, a Alemanha acabou em terceiro lugar e a Áustria, em quarto. A artilharia foi conquistada por três jogadores: Nejedly, da Tchecoslováquia; Schiavio, da Itália, e Conen, da Alemanha. Cada um marcou quatro gols na competição. Segunda equipe a conquistar a Taça Jules Rimet, a squadra azzurra ainda daria muito o que falar nos anos 30. Assunto para nossa próxima coluna.

Dois craques

Na primeira edição de O Melhor das Copas, sexta-feira passada, prometi que apresentaríamos a biografia de um grande craque dos Mundiais a cada coluna. Para premiar nossos leitores, hoje vamos lembrar de dois craques: o brasileiro Djalma Santos e o húngaro Ferenc Puskas. Já em nossa segunda edição, um bonus track para vocês. Confiram:

Djalma Santos: Considerado por muitos o melhor lateral-direito da história do futebol mundial, Djalma defendeu a Seleção Brasileira em quatro Copas do Mundo: 1954, 1958, 1962 e 1966. Ele foi o único jogador brasileiro chamado para integrar a Seleção da Fifa, em 1963, para uma partida comemorativa aos 100 anos do futebol. Defendeu a Portuguesa, o grande Palmeiras dos anos 50 e 60 e o Atlético Paranaense. Djalma Santos conquistou o bicampeonato mundial pelo Brasil em 1958 (quando jogou apenas a final, em substituição a De Sordi) e 1962, ao lado de gênios como Didi, Pelé e Garrincha.

Ferenc Puskas: Certa vez, o comentarista Cláudio Cabral, da Rádio Bandeirantes, disse a seguinte frase: “Puskas jogava o que Maradona pensava que jogava”. Isto dá uma boa noção da magnitude de um dos maiores jogadores europeus de todos os tempos: o húngaro Puskas. Jogou no lendário time do Honved, de Budapeste, e fez parte do extraordinário Real Madrid (o verdadeiro, não este de hoje) que dominou o futebol europeu no final dos anos 50 e início dos 60. Em final de carreira, o atacante atuou pela seleção da Espanha. Mas, antes, na equipe da Hungria, Puskas comprovou a enorme capacidade do futebol no Leste europeu. Liderou o time na conquista da medalha de ouro na Olimpíada de 1952 e chegou à final da Copa do Mundo em 1954, na Suíça, quando a Alemanha derrotou a Hungria.

 Escrito por Nelson Treglia às 19h28 [] [envie esta mensagem]






Encontro marcado

A partir de hoje, nesta coluna, vamos iniciar uma série especial sobre as Copas do Mundo. Falaremos sobre diversas curiosidades históricas. A cada edição, teremos um resumo de cada Copa realizada, lembraremos a trajetória de um craque dos Mundiais e vamos, é claro, recordar os grandes times que fizeram a história da competição. Não esqueça: todas as terças e sextas, você tem um encontro marcado com a coluna “O Melhor das Copas”, no Riovale Jornal, para ficar por dentro do evento que voltará a ser realizado na Alemanha, a partir de junho.

Tempos celestes

Nos anos 20, o Uruguai dominou o cenário futebolístico mundial. Em 1924, a seleção do país sul-americano conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris, na França. Quatro anos depois, na Olimpíada de Amsterdã (Holanda), os uruguaios repetiram o resultado e tornaram-se bicampeões olímpicos de futebol. Estava consagrada a “Celeste Olímpica”, apelido dado à seleção do Uruguai em função das duas medalhas de ouro.
A Fifa, disposta a organizar o primeiro campeonato mundial de futebol, realizou a Copa do Mundo de 1930 no país sul-americano, devido à grande força apresentada pelos uruguaios neste esporte.
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Em Montevidéu, capital do Uruguai, foi construído o Estádio Centenário. Até hoje, o “Momento ao Futebol Mundial”, reconhecido assim pela Fifa, é dividido em quatro tribunas, batizadas desta forma: Colombes (nome do estádio onde foi disputada a final olímpica de 1924), Amsterdã (referência ao título de 1928), Olímpica e América. No Centenário, ocorreu a primeira final da Copa do Mundo. O Uruguai derrotou a Argentina por 4 a 2 e ficou com a Taça Jules Rimet. O argentino Stábile foi artilheiro da competição com oito gols. O terceiro lugar acabou com os Estados Unidos e o quarto, com a Iugoslávia.
Escalado pelo técnico Alberto Supicci, o Uruguai jogou a decisão com: Ballesteros; Nasazzi e Mascheroni; Andrade, Fernández e Gestido; Dorado, Scarone, Cea, Castro e Iriarte. O Brasil, em sua primeira participação, foi eliminado na primeira fase.

O Rei de Roma
Para iniciar nossa série sobre os craques das Copas, nada melhor do que lembrar um jogador muito ligado ao futebol do Rio Grande do Sul. Ele foi tricampeão brasileiro, cinco vezes campeão gaúcho e disputou dois Mundiais. Claro que se trata de Paulo Roberto Falcão, o “Bola-Bola” de Porto Alegre e o Rei de Roma. Nascido em Abelardo Luz, Santa Catarina, Falcão jogou nos profissionais do Internacional entre 1973 e 1980. Ele era o melhor jogador do Brasil em 1978, mas o técnico Cláudio Coutinho não levou o ídolo colorado para o Mundial da Argentina.
Em 1982, mostrou toda sua raça e categoria na Copa disputada na Espanha. Jogou no badalado Brasil de Telê Santana. Falcão, que não era de marcar muitos gols, empatou a partida contra a Itália, nas quartas-de-final. Com o placar de 2 a 2, o Brasil estaria classificado, mas Paolo Rossi marcou 3 a 2 e impediu o sonho do tetracampeonato. Um ano depois, Falcão seria campeão italiano pelo Roma e, em 1986, disputaria seu último Mundial, no México, já em fim de carreira.

 Escrito por Nelson Treglia às 19h26 [] [envie esta mensagem]






Blog "O Melhor das Copas"

Olá, amigos! Hoje, terça-feira, reiniciamos o nosso blog, agora em novo endereço. A seguir, vocês verão as colunas publicadas na última sexta e hoje. Foram as duas primeiras colunas da série "O Melhor das Copas". A série, assinada por mim, está sendo publicada pelo Riovale Jornal de Santa Cruz do Sul (RS). É o jornal que estou editando. Espero que gostem da coluna. Confiram as atualizações, que deverão acontecer sempre nas terças e sextas. Abraços a todos!!

 Escrito por Nelson Treglia às 19h24 [] [envie esta mensagem]




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