O Melhor das Copas


Mundial europeu

Bicampeão mundial em 1962, o Brasil fracassou no Mundial de 1966, disputado na Inglaterra. O time verde-amarelo foi eliminado na primeira fase. A Copa do Mundo realizada em terras britânicas deu a impressão de que estava preparada para que os europeus ganhassem. Talvez isto seja choro de sul-americano, mas um fato é indiscutível: pela segunda vez na história do torneio, os quatro semifinalistas seriam europeus. Portugal, por exemplo, fez uma campanha marcante. Acabou em terceiro lugar e contou com o artilheiro da Copa (o extraordinário Eusébio, com nove gols). Já a União Soviética terminou na quarta colocação.

A final ocorreu entre a Inglaterra, dona da casa, e a Alemanha. O time germânico tinha jogadores excepcionais como Schnellinger, Seeler e o jovem Franz Beckenbauer. Os ingleses venceram por 4 a 2 (2 a 2 no tempo normal e 2 a 0 na prorrogação). A partida aconteceu no Estádio de Wembley, em Londres. O destaque do confronto foi o atacante Hurst, com três gols, um deles irregular - a bola não ultrapassou a linha fatal. A Inglaterra, campeã mundial de 1966 e treinada por Alf Ramsey, jogou a decisão com: Banks; Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore e Wilson; Stiles e Bobby Charlton; Ball, Hunt, Hurst e Peters.

Três craques
Nas últimas edições de nossa coluna, deixamos de apresentar as costumeiras biografias de craques da Copa do Mundo. Hoje recordaremos três grandes jogadores:

Ronaldo: Ele surgiu para o público nacional em 1993, aos 16 anos, quando destacou-se no Brasileirão pelo Cruzeiro. Um ano depois, fez parte do plantel brasileiro tetracampeão mundial nos Estados Unidos. Passou pelo PSV, da Holanda, e chegou ao Barcelona em 1996. Neste mesmo ano, tornou-se o melhor jogador do mundo, título que alcançaria também em 1997, quando transferiu-se para a Inter de Milão. Na Copa de 98, na França, o centroavante foi destaque da equipe verde-amarela, mas sofreu uma misteriosa convulsão antes da final contra os donos da casa. Apesar disso, acabou disputando a decisão em que o Brasil perdeu por 3 a 0. Após isso, sofreu duas graves lesões no joelho direito, mas recuperou-se para ser pentacampeão e artilheiro no Mundial de 2002, realizado na Coréia do Sul e no Japão. Marcou oito gols no torneio e fez os dois gols da final contra a Alemanha. Transferiu-se para o Real Madrid, onde foi campeão espanhol e intercontinental. Ainda em 2002, ganhou pela terceira vez o título de melhor jogador do planeta.
Em Copas do Mundo, o Fenômeno soma 12 gols - marca idêntica à de Pelé e dois gols inferior à do alemão Gerd Müller, maior goleador dos Mundiais.

Bobby Charlton: “Um símbolo de tudo o que era bom no futebol britânico dos anos 50 aos 70”. Foi assim que o escritor inglês David Pickering definiu o papel do meia-atacante Bobby Charlton na história do esporte mais popular do mundo. Charlton é um dos jogadores mais importantes do Manchester United e da Seleção Inglesa em todos os tempos. Conquistou três títulos internacionais de grande relevância: a Copa do Mundo de 1966, pela Inglaterra; a Copa dos Campeões da Europa em 1968, pelo Manchester United, e o troféu de melhor jogador da Europa, em 1966.

Lev Yashin: Considerado por muitos o maior goleiro de todos os tempos, Yashin defendeu a seleção da União Soviética em quatro Copas do Mundo, entre 1958 e 1970. Pelo time soviético, foi campeão olímpico em 1956 e da Eurocopa de 1960. Conquistou o título de melhor jogador da Europa em 1963. Especialista em pênaltis e dono de agilidade incomum, era chamado de Aranha Negra, pois, em campo, vestia-se todo de preto. No âmbito clubístico, defendeu o Dínamo de Moscou. Em eleição realizada pela Fifa, foi escolhido o goleiro do século 20.

 Escrito por Nelson Treglia às 23h05 [] [envie esta mensagem]




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