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Aos leitores do blog: Caros leitores, hoje presenteamos vocês com uma retrospectiva de duas Copas, as de 1974 e 1978. Vale lembrar que este blog é atualizado todas as terças e sextas-feiras. Numa terça-feira recente, deixei de atualizar o blog porque a coluna, por problemas de espaço, não havia sido publicada no Riovale Jornal, periódico do qual sou editor em Santa Cruz do Sul (RS). Como costumeiramente eu atualizo o blog depois que o texto tenha saído no jornal, fiquei devendo uma atualização a vocês. Peço desculpas e confiram, nos posts desta sexta (19 de maio), os títulos conquistados pela Alemanha em 1974 e pela Argentina em 1978. Obrigado pela atenção e abraços a todos!!! Escrito por Nelson Treglia às 22h06
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A vez da Argentina O Brasil acabou sendo o “campeão moral” de 1978, quando a Copa aconteceu na Argentina. Pelo menos, esta foi a definição do técnico da Seleção, Cláudio Coutinho. Na fase semifinal, os argentinos golearam o Peru por 6 a 0 e eliminaram o Brasil pelo saldo de gols. A goleada até hoje é considerada suspeita, mas o escrete canarinho teve mesmo que disputar a decisão do terceiro lugar, ocasião em que derrotou a Itália por 2 a 1. Já a Argentina partiu para a final contra a Holanda, vice-campeã em 74. Os holandeses já não tinham o mesmo brilho do Mundial da Alemanha. Porém, a decisão ganhou contornos dramáticos. Kempes abriu o placar no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Nanninga empatou no segundo tempo. Na prorrogação, Kempes e Bertoni fizeram os dois gols da Argentina: 3 a 1, placar definitivo. Os nossos vizinhos, pela primeira vez, eram campeões mundiais. Kempes foi o goleador do torneio com seis gols. Treinada por César Luís Menotti, a Argentina jogou a decisão com: Fillol; Olguín, Galván, Passarella e Tarantini; Gallego, Ardiles (Larrossa) e Kempes; Bertoni, Luque e Ortíz (Houseman). Escrito por Nelson Treglia às 21h59
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Alemanha bicampeã Em 1974, a Copa do Mundo foi realizada na Alemanha pela primeira vez. O Brasil já não contava mais com Pelé, que havia se despedido da Seleção. Começava, assim, o jejum de títulos dos brasileiros. Mesmo assim, o time treinado por Zagalo chegou próximo da final, mas foi desclassificado pela sensação da Copa: a Holanda do técnico Rinus Michels. Antes da partida, Zagalo demonstrou pouco interesse no adversário, que realizava uma campanha espetacular. Qual foi o resultado disso? Holanda 2 x 0 Brasil. Na disputa do terceiro lugar, a equipe verde-amarela perdeu para a Polônia do atacante Lato, artilheiro da competição com sete gols. O título foi decidido entre a Holanda, com seu futebol revolucionário caracterizado por constante troca de posição entre os jogadores, e a Alemanha Ocidental do técnico Helmut Schöen, campeã européia de 1972. O jogo aconteceu no Estádio Olímpico de Munique. A Holanda saiu na frente logo no início do jogo com gol de pênalti marcado por Neeskens. Breitner empatou, também de pênalti. Ainda no primeiro tempo, os alemães viraram o jogo com Gerd Müller: 2 a 1, placar final. A Alemanha tornou-se bicampeã mundial (1954-1974) e jogou a decisão com: Maier; Vogts, Schwarzenbeck, Beckenbauer e Breitner; Bonhoff, Höeness e Overath; Grabowski, Müller e Holzenbein. Vale recordar o grande time da Holanda: Jongbloed; Suurbier, Rijsbergen, Haan e Krol; Jansen, Neeskens e Van Hanegem; Rep, Cruyff e Rensenbrink. Escrito por Nelson Treglia às 21h58
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Show brasileiro no México Em 1970, o Brasil estabeleceu a melhor campanha da história das Copas do Mundo até então. O time treinado por Zagalo venceu as seis partidas que disputou. Além disso, o tricampeonato no México consagrou de vez o já experiente Pelé, que, até hoje, é o único jogador a vencer três Mundiais. Zagalo tornou-se o primeiro a ser campeão do torneio como jogador e técnico. Ele venceu em 1958 e 1962 como ponta-esquerda do escrete e, em 70, ganhou como treinador de um time fantástico. A equipe contava com Félix no gol; o capitão Carlos Alberto na lateral-direita; Brito e o improvisado Piazza (que era centromédio) na zaga e o gremista Everaldo na lateral-esquerda; Clodoaldo como centromédio; o canhotinha de ouro Gérson na segunda posição do meio-campo; e, na frente, quatro jogadores espetaculares: Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino. Com esta escalação, o Brasil iniciou e finalizou a Copa. Ocorreram algumas variações durante a competição. Jogadores como o meia Paulo César Caju, o zagueiro Fontana e o lateral-esquerdo Marco Antônio tiveram oportunidades no time titular. O atacante Jairzinho marcou gols em todas as partidas do Mundial. Jogadas geniais Antes da final contra a Itália, duas partidas podem ser consideradas fundamentais na campanha do tricampeonato: contra a Inglaterra e o Uruguai. Diante dos britânicos, o Brasil enfrentou a seleção que havia conquistado o título na Copa anterior. No único gol do confronto, Jairzinho completou uma jogada genial com participação decisiva de Tostão e Pelé. Ainda neste jogo, quando o placar era de 0 a 0, Pelé deu um cabeceio de cima para baixo, defendido de maneira estupenda pelo goleiro Banks. Uma defesa famosa até hoje. Contra o Uruguai, que no México fazia o seu último grande Mundial, o Brasil derrotou o fantasma de 1950, ano em que os uruguaios venceram os brasileiros em pleno Maracanã e tornaram-se bicampeões. Neste jogo, Pelé protagonizou jogadas antológicas. Em uma delas, o Rei deu um incrível drible de vaca no goleiro adversário, mas bateu para fora. Por falar em Pelé, na estréia contra a Tchecoslováquia, ele tentou fazer o gol com um chute do meio do campo, que quase entrou. Coisas de Rei. Em definitivo Na final, realizada no Estádio Azteca da Cidade do México, o Brasil derrotou a Itália por 4 a 1 e adquiriu, em definitivo, a Taça Jules Rimet. Carlos Alberto foi o terceiro capitão brasileiro a levantar a Copa do Mundo, depois de Bellini e Mauro e antes de Dunga e Cafu. A Taça Jules Rimet seria dada para o país que a vencesse três vezes. Os bicampeões Itália, vice-campeã no México, e Uruguai, quarto colocado em 70, chegaram próximos dessa façanha alcançada pelo Brasil. A Alemanha, campeã em 1954, acabou no terceiro lugar em terras mexicanas e teve o artilheiro do evento: Gerd Müller, com dez gols. Campanha O Brasil venceu os cinco jogos que antecederam a final contra a Itália: na primeira fase, contra Tchecoslováquia (4 a 1), Inglaterra (1 a 0) e Romênia (3 a 2); nas quartas-de-final, diante do Peru (4 a 2) e, nas semifinais, contra o Uruguai (3 a 1). Artilheiros No Mundial de 1970, os seguintes jogadores brasileiros marcaram gols: Jairzinho (sete), Pelé (quatro), Rivelino (três), Tostão (dois), Clodoaldo, Gérson e Carlos Alberto. O gol do capitão acabou sendo o quarto na goleada diante dos italianos. Foi uma bela jogada que chegou até Pelé. Este tocou para Carlos Alberto, que, livre pela direita, chutou cruzado e de primeira para fechar com chave de ouro a conquista do tri. Escrito por Nelson Treglia às 20h32
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