|
||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
O brilho de Maradona O México voltou a realizar o Mundial de Futebol em 1986. O país latino-americano havia sediado a Copa de 1970, até então a última conquistada pelo Brasil. Belo presságio, não? Porém, quando a bola rolou, o time canarinho foi bem até enfrentar a França do meia Michel Platini, nas quartas-de-final. Após empate no tempo normal e na prorrogação, o Brasil foi eliminado pelos franceses nos pênaltis. Mais uma vez, o técnico Telê Santana fracassava em um Mundial, como ocorrera quatro anos antes, na Espanha. Por outro lado, o grande rival sul-americano dos brasileiros chegou ao bicampeonato contando com o melhor jogador do mundo desde a aposentadoria de Pelé. O capitão da Argentina, Diego Maradona, fez a diferença que levou nossos vizinhos ao título. Ele protagonizou gols antológicos. Diante da Inglaterra, marcou um com a mão (o árbitro validou o lance) e outro driblando desde o meio-campo. Contra a Bélgica, fez outro gol de rara habilidade, no qual passou por toda a defesa adversária. Na final contra a Alemanha, Maradona deu a assistência para Burruchaga desempatar o confronto. Com a vitória de 3 a 2 sobre os alemães, os argentinos chegavam ao bi oito anos depois do primeiro título. Mas, em 1986, a conquista tinha um sabor diferente: pela primeira vez, a Argentina era campeã mundial fora de casa. Além disso, a seleção alvi-celeste tornava-se a maior vencedora da Taça Fifa, disputada desde 1974. Treinada por Carlos Bilardo, a Argentina jogou a decisão no Estádio Azteca (Cidade do México) com: Pumpido; Cuciuffo, Ruggeri, Brown e Olarticoechea; Batista, Giusti, Enrique e Maradona; Burruchaga (Trobbiani) e Valdano. O artilheiro do Mundial foi o inglês Gary Lineker, com seis gols. A França acabou em terceiro lugar e a Bélgica, em quarto. Grandes craques Confira mais três feras das Copas do Mundo: Franz Beckenbauer: O maior líbero da história fez grande parte de sua trajetória no Bayern de Munique, nos anos 60 e 70. Ajudou o clube a tornar-se no maior time da Alemanha. Pelo Bayern, foi campeão europeu (1974, 1975 e 1976) e mundial (1976). Disputou três Copas do Mundo como jogador da seleção germânica, em 1966 (vice-campeão), 1970 (terceiro lugar) e 1974, quando capitaneou a Alemanha rumo ao título. Defendeu também o Cosmos, dos Estados Unidos, e o Hamburgo. Pela seleção, também foi campeão europeu em 1972. Como treinador, dirigiu os alemães no vice-campeonato mundial em 1986 e no título da Copa de 1990. Beckenbauer divide com Zagalo a honra de ambos terem sido os únicos a serem campeões mundiais como jogadores e técnicos. O kaiser é considerado o melhor jogador germânico de todos os tempos e foi escolhido o melhor da Europa em 1972 e 1976. Nilton Santos: O melhor lateral-esquerdo de todos os tempos defendeu duas camisetas: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira. Foi apelidado de Enciclopédia do Futebol. Iniciou a carreira nos anos 40 e a encerrou na década de 60. Na Copa do Mundo de 1950, integrou o plantel vice-campeão. Disputou o Mundial de 1954, mas consagrou-se nas duas Copas seguintes, quando o Brasil tornou-se bicampeão. Pelo escrete canarinho, Nilton Santos ainda foi campeão sul-americano (1949) e pan-americano (1952). Just Fontaine: Pela Seleção Francesa, Fontaine conseguiu ser o jogador com maior número de gols em uma única Copa do Mundo: 13 gols, em 1958. Ele nasceu em Marrocos, onde jogou pelo KAC Marrakesh. Na França, atuou no Nice e Stade de Reims, além da Seleção. Encerrou a carreira aos 27 anos, após duas fraturas na tíbia ocorridas em curto espaço de tempo. Escrito por Nelson Treglia às 21h20
[]
[envie esta mensagem]
Pedra italiana A Seleção Brasileira, treinada por Telê Santana, chegava ao Mundial de 1982 com pinta de favorita. O torneio foi disputado na Espanha, para onde o Brasil levou seu melhor time desde o tricampeonato em 1970. O time-base tinha: Valdir Peres; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Toninho Cerezo e Falcão; Sócrates, Zico, Serginho e Éder. Depois de uma boa primeira fase, com três vitórias em três jogos, o time verde-amarelo jogou um triangular contra Argentina e Itália. Nesta segunda fase, a equipe com maior número de pontos na chave passaria às semifinais. Contra a Argentina, o Brasil realizou uma grande atuação e venceu por 3 a 1. Os italianos derrotaram os argentinos por 2 a 1. Pelo saldo de gols superior, os brasileiros tinham a vantagem do empate no jogo contra a Itália. A squadra azzurra havia empatado seus três jogos na primeira fase e, com a vitória diante da Argentina, dava mostras de reação. O Brasil não justificou seu favoritismo contra os italianos. Demonstrou fragilidades defensivas e não soube administrar a vantagem do empate. A Itália ganhou por 3 a 2, com três gols de Paolo Rossi, e avançou às semifinais. Ao Brasil restava conformar-se com uma eliminação inesperada. A azzurra ganhou moral na competição, passou pela Polônia na semifinal e derrotou a Alemanha na finalíssima, por 3 a 1, no Estádio Santiago Bernabeu, em Madrid. Depois de 44 anos, os italianos voltaram a ser os melhores do mundo e tornaram-se tricampeões. E tiveram o goleador da Copa: o carrasco Paolo Rossi, com seis gols. A Polônia terminou em terceiro lugar e a França, em quarto. Treinada por Enzo Bearzot, a Itália jogou a final com: Zoff; Gentile, Scirea, Colovatti e Cabrini; Oriali, Bergomi e Tardelli; Conti, Paolo Rossi e Graziani (Altobelli, depois Causio). Três goleadores Voltamos a recordar os craques das Copas. E, desta vez, são três artilheiros: Paolo Rossi: Este nome é uma péssima lembrança para nós, brasileiros. Ele foi o goleador da Copa de 82, quando marcou três gols contra o Brasil e acabou (provisoriamente) com o sonho do tetra. Um grande atacante que ajudou a Itália a quebrar o jejum de 44 anos em Mundiais. Em 1982, ele foi o Jogador Europeu do Ano. Antes disso, sofreu uma suspensão de dois anos por envolvimento em um escândalo da loteria esportiva italiana. Defendeu grandes clubes como Juventus e Milan e outros menos cotados, como Vicenza e Perugia. Mario Kempes: Herói argentino na conquista do Mundial de 1978, o atacante marcou dois gols na decisão contra a Holanda e, de quebra, garantiu a artilharia do certame. Em início de carreira, destacou-se no Rosario Central e, tempos depois, transferiu-se para o Valencia, da Espanha, onde foi campeão da Recopa Européia em 1980. De volta ao país natal, obteve o título argentino em 1981 pelo River Plate. Após isso, viveu uma fase de declínio que o levou à obscuridade. Encerrou a carreira na metade da década de 90. Gerd Müller: Jogador com maior número de gols (14) na história dos Mundiais. Foi o goleador da Copa de 1970 e, quatro anos depois, marcou o gol do título da Alemanha na final contra a Holanda. Com a conquista, os alemães foram os primeiros a levantar a Taça Fifa, substituta da Jules Rimet. Centroavante, Gerd Müller é o maior atacante germânico de todos os tempos. Além disso, conquistou cinco significativos títulos continentais: a Eurocopa de 1972, pela Seleção Alemã; as Copas dos Campeões de 1974, 1975 e 1976, pelo Bayern de Munique; e o galardão de melhor jogador europeu de 1970. Escrito por Nelson Treglia às 13h46
[]
[envie esta mensagem]
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||