O Melhor das Copas


Última de hoje

Em minha última mensagem de hoje, quero destacar a superação de Trinidad e Tobago, que, mesmo com um jogador a menos no segundo tempo, conseguiu empatar com a Suécia. Sobre os jogos de ontem, sexta-feira, fiquei contente com a vitória por 2 a 0 do Equador – por se tratar de um time sul-americano – sobre a Polônia e até gostei do time da Alemanha. Os germânicos derrotaram a Costa Rica por 4 a 2 e, se acertarem a defesa, podem disputar o título. Tchau!!!

 Escrito por Nelson Treglia às 22h59 [] [envie esta mensagem]






Argentina 2 x 1 Costa do Marfim

O melhor jogo da Copa até agora? Pode ser. Eu gostei de Alemanha x Costa Rica também. Mas o confronto entre sul-americanos e africanos foi bem mais equilibrado. A Argentina não jogou uma grande partida, mas foi eficiente. Riquelme não mostrou toda a bola que ele sabe jogar, porém, participou dos dois gols argentinos. Primeiro, cobrou a falta aproveitada por Crespo, no gol de abertura. Depois, deixou Saviola na cara do gol. E os dois atacantes aproveitaram as grandes chances que tiveram.

Por outro lado, muitos altos e baixos na seleção de Costa do Marfim. Fragilidades defensivas no primeiro tempo, uma certa apatia em diversos momentos da segunda etapa. Mas o time possui boa qualidade técnica e pressionou no final. A Argentina, mais regular, ficou com a vitória. O time de José Pekerman é consistente e tem boas individualidades. Há opções interessantes no banco de reservas e precisam ser melhor aproveitadas, se é que a Argentina quer acabar com o jejum de 20 anos sem títulos mundiais.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h50 [] [envie esta mensagem]






Suécia 0 x 0 Trinidad e Tobago

Os suecos tinham tudo para estrear com vitória na Copa do Mundo. Mas, por incompetência, empataram com Trinidad e Tobago. A Suécia teve um volume de jogo claramente superior. Faltou criatividade na realização de jogadas e, quando surgiram as chances de gol, houve méritos do goleiro adversário em alguns lances e desacerto nas finalizações suecas nas demais ocasiões. Trinidad e Tobago apresentou alguns fundamentos bons (o que já é uma evolução), e ganhou confiança à  medida que o tempo passava e o placar de 0 a 0 persistia. Realizou, inclusive, um bom trabalho defensivo em diversos momentos do jogo. O técnico holandês Leo Beenhakker festejou o resultado histórico do time dele. E a Suécia perdeu a chance de igualar-se em pontos à Inglaterra e assumir a liderança do Grupo B no saldo de gols. O Paraguai, que se classificou à segunda fase nas duas últimas Copas, agradece.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h40 [] [envie esta mensagem]






Inglaterra 1 x 0 Paraguai

No primeiro jogo deste sábado pela Copa do Mundo, os ingleses venceram o limitado time do Paraguai. A Inglaterra tem bons jogadores, principalmente no meio-campo, mas, mesmo neste setor, não possui alguém realmente diferenciado que possa desequilibrar. Outras seleções tem esse tipo de jogador. Ronaldinho, no Brasil; Zidane, na França; e Riquelme, na Argentina, são bons exemplos de grandes articuladores, jogadores centrais de um time.

Pelo que se viu hoje, a Inglaterra vai enfrentar muitas dificuldades se quiser mesmo ganhar a Copa do Mundo. É um time previsível, que gosta muito de fazer a ligação direta. É verdade que Lampard e Gerard são bons volantes, mas eles não resolverão os problemas ofensivos do time. Ou seja, não são criativos por excelência. Beckham joga numa faixa restrita do gramado, sempre pelo lado direito, e produz poucas jogadas realmente aproveitáveis. Joe Cole, pelo lado esquerdo, mostra lampejos de habilidade, mas cria pouco também. Falta um diferencial no meio-campo, sem dúvida.

A defesa inglesa apresentou um bom rendimento. Já o ataque foi inoperante. Destaque negativo para Owen. Repetiu as más atuações dos tempos de Real Madrid.

Sobre o Paraguai, não há muito a dizer. Na Copa de 98, os nossos vizinhos já tinham problemas ofensivos. Continuam do mesmo jeito. É um time esforçado. E só. Mas, atenção, foi beneficiado pelo tropeço da Suécia contra Trinidad e Tobago. O Paraguai não está morto no Mundial 2006.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h24 [] [envie esta mensagem]






Aos internautas:

Nesta sexta-feira, dia 9, encerramos a série sobre a história das Copas. A partir de amanhã, farei comentários sobre o Mundial da Alemanha, neste mesmo blog. Abraços a todos!!!!

 Escrito por Nelson Treglia às 20h35 [] [envie esta mensagem]






Penta na Ásia

A Copa do Mundo foi realizada na Ásia pela primeira vez em 2002. E, também pela primeira vez, dois países sediaram a competição: o Japão e a Coréia do Sul. O Brasil superou o fracasso do Mundial da França e atingiu a melhor campanha do torneio em todos os tempos: sete vitórias em sete jogos. Além disso, derrubou o favoritismo de França e Argentina, que caíram na primeira fase.

Depois da conturbada passagem pelas Eliminatórias, a Seleção Brasileira teve uma participação brilhante na Copa. Na primeira fase, vitórias sobre Turquia (2 a 1), China (4 a 0) e Costa Rica (5 a 2). Nas oitavas, 2 a 0 sobre a Bélgica; nas quartas, 2 a 1 contra a Inglaterra; e na semifinal, 1 a 0 sobre a Turquia. Na decisão do título, contra a Alemanha, dois gols de Ronaldo deram o penta ao escrete. Placar final de 2 a 0 para os brasileiros, no dia 30 de junho de 2002. O capitão Cafu ergueu a Taça Fifa.

O grande comandante da Seleção foi o técnico gaúcho Luiz Felipe Scolari. Na final, disputada no International Stadium, em Yokohama (Japão), o time canarinho jogou com: Marcos; Cafu, Lúcio, Roque Júnior, Edmílson e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Kleberson e Ronaldinho (Juninho Paulista); Rivaldo e Ronaldo (Denílson). O terceiro lugar ficou com a Turquia e o quarto, com a Coréia do Sul.

Goleadores - Ronaldo Nazário, além de ter marcado os dois gols da final em 2002, foi artilheiro da competição com oito tentos. Os outros jogadores brasileiros que fizeram gols foram: Rivaldo (cinco), Ronaldinho (dois), Roberto Carlos, Edmílson e Júnior.

Zagalo - A conquista na Coréia e no Japão foi a primeira do Brasil em que Mário Zagalo não esteve presente. Zagalo é o único profissional do futebol a vencer quatro Mundiais: em 1958 e 1962, como ponta-esquerda; em 1970, como treinador; e em 1994, como coordenador técnico. Agora em 2006, ele tentará o seu penta pessoal, novamente como coordenador.

Arbitragem - O juiz gaúcho Carlos Simon vai trabalhar em sua segunda Copa do Mundo. Ele já esteve em 2002. Dois árbitros brasileiros já apitaram a final do Mundial: em 1982, Arnaldo César Coelho; e em 1986, Romualdo Arppi Filho.

Ronaldinho - Hoje, dia em que iniciou a Copa do Mundo 2006, encerramos a série O Melhor das Copas. Ao longo das nossas edições, lembramos grandes craques da história do torneio. E, hoje, nada melhor que recordar a trajetória de Ronaldinho, campeão em 2002 e grande esperança brasileira para o Mundial da Alemanha.

Ronaldo de Assis Moreira, apesar de jovem - 26 anos -, já tem muita história para contar. Revelado pelo Grêmio, o craque gaúcho foi campeão mundial sub-17 pelo Brasil em 1997 e o destaque tricolor na conquista do título estadual de 1999. Pouco depois, foi campeão da Copa América pelo Brasil, com direito a gol antológico contra a Venezuela (quem não lembra do lençol e do chapéu aplicados nos adversários?).

Gremista, Ronaldinho saiu do Tricolor numa transferência polêmica ao Paris Saint-Germain, no início de 2001. Alguns gremistas talvez guardem rancor dele, mas é inegável que, para o Grêmio, Ronaldinho é motivo de orgulho. Em 2002, com boas atuações, colaborou na conquista do penta. No Barcelona, conseguiu jogar num time que lhe possibilitou a obtenção de títulos, como os Campeonatos Espanhóis de 2005 e 2006 e a Liga dos Campeões da Europa deste ano. No ano passado, pela Seleção, foi campeão da Copa das Confederações. O genial meia do Barça é dono de uma habilidade fora-de-série, poucas vezes vista na história recente do futebol. Um jogador repleto de recursos com a bola. Em 2004 e 2005, ele ganhou a escolha de Melhor Jogador do Mundo da Fifa e, no ano passado, foi eleito Melhor Jogador da Europa.

 Escrito por Nelson Treglia às 20h31 [] [envie esta mensagem]






Vice na França

Depois do tetracampeonato de 1994, o Brasil voltou a ser treinado por Zagalo, que havia sido o coordenador técnico da Seleção no título conquistado nos Estados Unidos. Em 1998, poucos meses antes do Mundial da França, Zico foi contratado para o cargo de coordenador. A chegada do “galinho” era sinal de que havia desconfiança em relação ao trabalho de Zagalo. Poucos dias antes do torneio, o ídolo Romário foi cortado por lesão.

Na primeira fase da Copa, o Brasil classificou-se sem maiores problemas. Bastaram as vitórias nas duas primeiras partidas contra Escócia (2 a 1) e Marrocos (3 a 0). No terceiro jogo, que não valia mais nada, a Seleção perdeu para a Noruega (2 a 1).

Havia desconfiança quanto à união do grupo de jogadores brasileiro. Mas o time embalou na seqüência do Mundial. Nas oitavas-de-final, eliminou o Chile com facilidade: 4 a 1. Contra a Dinamarca, nas quartas, uma partida bastante difícil, mas com final feliz: Brasil 3 a 2. A semifinal seria ainda mais complicada. O escrete canarinho empatou com a Holanda em 1 a 1 no tempo normal e em 0 a 0 na prorrogação. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Taffarel, que defendeu duas cobranças. Desta forma, os brasileiros voltaram a eliminar os holandeses.

A final foi disputada por Brasil e França, dona da casa, no Stade de France, em Saint-Denis. Horas antes da partida, o craque Ronaldo sofreu uma convulsão e quase ficou fora do confronto decisivo. No jogo, a equipe brasileira não se achou e perdeu por 3 a 0, com dois gols de Zidane e um de Petit. Pela primeira vez, a França tornava-se campeã mundial. Os brasileiros jogaram a decisão com: Taffarel; Cafu, Aldair, Júnior Baiano e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio (Edmundo), Leonardo e Rivaldo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. A França, do técnico Aimé Jacquet, teve: Barthez; Thuram, Leboeuf, Desailly e Lizarazu; Deschamps, Karembeu (Boghossian), Petit e Zidane; Djorkaeff (Vieira) e Guivarc’h (Dugarry).

Na Copa de 1998, a seleção da Croácia ganhou destaque. Acabou em terceiro lugar e ainda contou com o goleador do torneio - Davor Suker, com seis gols. A Holanda terminou na quarta colocação.

Mais dois craques das Copas

Zinedine Zidane: O meia francês consagrou-se ao marcar dois gols na final do Mundial 1998, contra o Brasil. Em 2002, na Copa da Coréia e do Japão, ele só pôde participar da terceira partida, mas não evitou a eliminação prematura de sua seleção. Com habilidade e visão de jogo incomuns, Zidane brilhou na Juventus de Turim e no Real Madrid. Conquistou o título mundial interclubes em ambos os times e, no clube espanhol, ganhou a Liga dos Campeões da Europa (2002). Pela Seleção Francesa, venceu a Eurocopa 2000. Foi escolhido o melhor jogador do mundo em 1998, 2000 e 2003 através da eleição da Fifa. Também alcançou o título de Jogador Europeu do Ano em 1998. Zidane anunciou que encerrará sua carreira após o Mundial da Alemanha, que inicia na próxima sexta-feira.

Garrincha: Manuel Francisco dos Santos é considerado por muitos o segundo melhor jogador brasileiro de todos os tempos, atrás apenas do Rei Pelé. Certamente, foi o ponta-direita mais brilhante das Copas do Mundo. Jogou muito na conquista de 1958, na Suécia, e arrasou no bicampeonato obtido no Chile, em 1962, quando assumiu a condição de principal craque do escrete, após a lesão de Pelé. Fracassou com a Seleção em 1966, na Inglaterra. Foi o maior ídolo do Botafogo e eternizou a camisa sete do clube carioca. Com suas pernas tortas, virou o gênio dos dribles, verdadeiro mestre da linha de fundo. Chamava todos os seus marcadores de “joão”. E não havia “joão” que resistisse à habilidade de Garrincha. A partir de 1963, as lesões e o alcoolismo prejudicaram a trajetória do maior de todos os pontas. Mané passou de maneira discreta por Corinthians, Júnior Barranquilla (da Colômbia), Flamengo e Olaria (do Rio de Janeiro). O alcoolismo o levou a uma morte prematura em 1983.

 Escrito por Nelson Treglia às 20h17 [] [envie esta mensagem]




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