O Melhor das Copas


Resistência norte-americana

Também neste sábado, Itália e Estados Unidos empataram em 1 a 1. Jogo emocionante e violento, com três expulsões. Os gols ocorreram na etapa inicial. Em quase todo o segundo tempo, os norte-americanos jogaram com um atleta a menos. No primeiro tempo, duas expulsões, uma para cada lado. E, logo no início da etapa final, os EUA sofreram a segunda expulsão. Mesmo assim, a raça e disposição tática do time treinado por Bruce Arena foram suficientes para suportar a pressão italiana. Por falar nisso, não é a primeira Copa em que os EUA demonstram uma disciplina tática interessante. Já a Itália é aquele velho sofrimento de sempre. Se tivesse vencido hoje, alcançaria a classificação. Mas deixou tudo para a última rodada da primeira fase.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h48 [] [envie esta mensagem]






Não esperemos muito desses dois

O futebol africano deu o ar da graça. Hoje, sábado, Gana derrotou a República Tcheca por 2 a 0. E jogou uma excelente partida. Depois dos 3 a 0 da estréia contra os Estados Unidos, pensei que os thecos poderiam disputar o título. Mas a tradição pesa sobre eles. A antiga Tchecoslováquia, da qual a República Tcheca fazia parte, realizou boas campanhas em Copas, mas não chegou ao título. Um pé tão frio quanto o da Holanda, que, na hora da verdade, também costuma desabar. Porém, desta vez, os thecos já estão dando sinal de fragilidade logo no início da competição. E, do time de Gana, podemos esperar qualquer coisa, menos a conquista do título. Mas a seleção africana, de tantas glórias nas categorias de base, pode repetir bons papéis como os realizados por Nigéria e Camarões nos anos 90.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h24 [] [envie esta mensagem]






Isto é Felipão

Felipão comandou Portugal na segunda vitória lusitana nesta Copa do Mundo: 2 a 0 contra o Irã, neste sábado. Luiz Felipe Scolari é o técnico com maior número de vitórias consecutivas em Copas: nove no total. Classificou os portugueses para a segunda fase do Mundial, algo que eles não conseguiam desde 1966. Felipão é o maior técnico brasileiro dos últimos 12 anos. Não há dúvida. Quebra recordes e conquista títulos por onde passa. Infelizmente, o preconceito de alguns impede um reconhecimento maior a esse grande profissional. Alguns dizem que se trata apenas de um motivador. Mas, além da vibração, os times dele marcam muito bem, atacam constantemente e são bem escalados. Felipão entende muito de futebol e, além disso, faz com que as equipes dele se dediquem ao máximo num jogo.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h24 [] [envie esta mensagem]






Não é tudo isso

Também na sexta, o México empatou sem gols com Angola e provou que não é tudo isso, não. Como eu havia escrito em post anterior, os mexicanos foram beneficiados por um grave erro defensivo do Irã, na primeira rodada, e por isso derrotaram os asiáticos. Contra os angolanos, o time latino-americano careceu de um futebol convincente para furar a marcação adversária. Os mexicanos passaram pela mesma dificuldade contra o Irã e só venceram por falha do adversário.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h53 [] [envie esta mensagem]






Tevez e Messi

Depois de alguns dias de ausência, volto a atualizar o blog. Algumas considerações que eu havia feito no fim de semana passado tiveram uma confirmação na rodada de ontem, sexta-feira. A Argentina finalmente utilizou suas principais opções do banco de reservas: Tevez e Messi. E o time platino se deu bem com isso, como eu e a maioria das pessoas esperavam. Os dois atacantes marcaram gols contra a Sérvia e Montenegro, na goleada por 6 a 0. Claro que o show argentino não se restringiu aos dois jovens craques. Foi, acima de tudo, um espetáculo coletivo, onde grandes individualidades funcionaram muito bem em conjunto.

 Escrito por Nelson Treglia às 21h52 [] [envie esta mensagem]






A estréia e o time

Muitos brasileiros esperavam uma goleada sobre a Croácia. Mas isto não aconteceu. O Brasil ganhou “só” de 1 a 0 em sua estréia na Copa do Mundo 2006, hoje, em Berlim. O “só” fica entre aspas porque uma vitória na Copa, seja na estréia ou numa fase mais decisiva, sempre é muito importante, independente do placar alcançado. E a vitória deve ser ainda mais valorizada em função do bom adversário que a seleção de Parreira enfrentou, provavelmente o mais difícil desta primeira fase.

A Croácia já merecia respeito antes da partida. Afinal, é uma escola que, em poucos anos de militância no futebol, já obteve um terceiro lugar em Copa do Mundo, alcançado na França em 1998. No jogo, os croatas mostraram uma disciplina tática interessante, uma boa marcação e, no segundo tempo, um nível técnico aceitável para a articulação de jogadas. O goleiro Dida fez três defesas importantes nesse período da partida. A etapa final, aliás, marcou um equilíbrio entre as duas equipes, com o Brasil também criando boas chances para marcar – em maior quantidade que os croatas, creio eu.

No primeiro tempo, o Brasil foi superior e marcou 1 a 0 no finalzinho, com o belo gol de Kaká, em jogada que contou com as participações de Emerson e Cafu. Durante todo o jogo, o Brasil reafirmou seu estilo de jogo, com bola no chão e toques, da forma que o técnico Parreira gosta e do jeito que o futebol brasileiro está acostumado a jogar. Isto é muito positivo.

Até o final da primeira fase, Parreira tem a chance de acertar o time. O centroavante Ronaldo está mal. Contra a Croácia, foi o principal alvo de críticas dos comentaristas. Movimentou-se pouco e prejudicou o ataque brasileiro. Adriano, que também é centroavante, não compensou a falta de dinâmica de Ronaldo e comprovou que é difícil jogar com dois jogadores de posicionamento no ataque. É preciso que um dos atacantes se mexa mais na frente. E foi o que Robinho fez no segundo tempo, quando entrou no lugar de Ronaldo.

Não sei se Robinho é o homem indicado para a titularidade. Seria melhor a Seleção valorizar os dois grandes craques que possui: Ronaldinho Gaúcho e Kaká. A saída do pesadão Ronaldo para a entrada de Juninho Pernambucano poderia dar o equilíbrio necessário. Ronaldinho e Kaká ganhariam mais liberdade e poderiam variar mais o posicionamento deles em campo, deixando fixos Juninho pela direita, Emerson ao centro e Zé Roberto pela esquerda, que possibilitariam a sustentação necessária no meio-campo para que os dois craques desenvolvam sua criatividade e técnica superior. Mas nada impediria que esses três volantes pudessem avançar ao ataque. Eles não precisariam resumir-se à marcação, mas Juninho, por exemplo, daria mais consistência ao lado direito defensivo brasileiro, setor onde a Seleção sofreu muito contra a Croácia.

O time brasileiro não pode deixar os laterais Cafu e Roberto Carlos desassistidos na marcação, assim como deve dar mais liberdade para Ronaldinho Gaúcho e Kaká. A entrada de Juninho beneficiaria ambos os aspectos.

 Escrito por Nelson Treglia às 20h51 [] [envie esta mensagem]






Neste domingo, todos os favoritos venceram na Copa: Holanda 1 x 0 Sérvia e Montenegro, México 3 x 1 Irã e Portugal 1 x 0 Angola.

A Holanda é um bom time, mas parece-me abaixo das seleções que montou em 1994 e 1998. Destaque para o ponteiro-esquerdo Robben, autor do gol contra Sérvia e Montenegro.

O México encaminhava-se para um empate em 1 a 1 contra o Irã, mas o goleiro do time asiático errou uma saída de bola com os pés e deu origem à jogada do segundo gol mexicano. Antes disso, os iranianos controlavam bem o jogo defensivamente, mas estavam muito atrás. Após o segundo gol do México, o Irã desestruturou-se no sistema defensivo, ponto forte do time. O terceiro gol foi uma conseqüência natural.

Figo desequilibrou no primeiro tempo de Portugal contra Angola. Foi dele que saiu a jogada do gol lusitano, marcado por Pauleta. No segundo tempo, Figo foi melhor marcado e cansou. Felipão tirou Cristiano Ronaldo e fechou o time com o volante Costinha. Portugal perdeu todo o potencial ofensivo, mas não ofereceu espaços a Angola, que, por si só, já não é grande coisa do meio pra frente. Com o time português voltado à marcação, os africanos não tinham mesmo condições de empatar.

Voltarei a atualizar o blog na terça-feira, quando o Brasil estréia na competição. Até lá.

 Escrito por Nelson Treglia às 22h15 [] [envie esta mensagem]




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